Extrema-direita europeia passa a endossar ideias do atirador
Lei permite que os extremistas se manifestem na Noruega, diz premiê
Janne afirmou, no entanto, que a Inteligência norueguesa continua investigando possíveis conexões de Breivik, que disse ter ajuda de "duas células". Ela também contestou a tese do advogado de Breivik, Geir Lippestad, para quem o norueguês de 32 anos é "louco".
Lei permite que os extremistas se manifestem na Noruega, diz premiê
Oslo, Noruega. Após alguns grupos e políticos citados pelo autor do massacre na Noruega tentarem se distanciar de suas propostas, começam a aparecer agora representantes da extrema-direita europeia endossando algumas posições de Anders Behring Breivik - muitas delas apresentadas em seu longo manifesto publicado na internet.
Ontem, foi a vez de o italiano Francesco Speroni - ex-ministro do premier Silvio Berlusconi - sair em defesa das ideias do norueguês. Integrante da cúpula da Liga Norte, partido minoritário na coalizão de Berlusconi, Speroni disse que as "ideias de Breivik são em defesa da civilização ocidental".
Outros líderes do partido haviam rejeitado as propostas do autor do massacre, mas o ex-ministro falava em apoio a declarações de Mario Borghezio, outro integrante da Liga Norte.
"Com exceção da violência, algumas das ideias expressadas são boas. Algumas são ótimas", disse Borghezio, membro do Parlamento Europeu e admirador confesso do italiano Oriana Fallaci, jornalista que popularizou o termo "Eurábia" para falar de uma Europa, no futuro, islamizada.
As declarações de Borghezio geraram uma rápida condenação, inclusive de membros do partido de Berlusconi, mas não são privilégio da Itália. Na França, o partido de extrema-direita Frente Nacional expulsou um membro que defendeu as ideias de Breivik.
Em seu blog, Jacques Coutela descreveu Breivik como "um ícone", embora logo tenha apagado a mensagem e condenado o massacre. O político terá que comparecer diante de uma comissão do partido para se explicar.
O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, defendeu ontem que, em seu país, está dentro da lei que extremistas manifestem sua opinião. "O que não é legítimo é tentar implementar essas opiniões com violência", afirmou.
Premiê elogiado. Apesar das críticas à atuação da polícia, o primeiro-ministro norueguês vem sendo elogiado pela resposta ao atentado. Uma pesquisa publicada no jornal "Verdens Gang" indicou que 80% dos noruegueses acham que ele foi "extremamente bem".
Comissão. Stoltenberg anunciou ontem a criação da "Comissão 22 de Julho" que vai investigar a atuação da polícia e das demais forças de segurança nos ataques. A comissão será independente e foi aprovada por todos os partidos.
"Esta não será uma investigação conclusiva, temos muito respeito pela forma com que as autoridades e as diferentes agências controlaram as operações", disse ele. "Mas acreditamos que é importante rever tudo o que aconteceu para que possamos aprender o máximo possível dessas experiências", completou.
A bomba detonada na capital abriu um buraco no local de trabalho de Stoltenberg, que provisoriamente passará a despachar no Ministério da Defesa, localizado em outro bairro. As reuniões ministeriais serão em uma fortaleza medieval à beira-mar.
Ontem, foi a vez de o italiano Francesco Speroni - ex-ministro do premier Silvio Berlusconi - sair em defesa das ideias do norueguês. Integrante da cúpula da Liga Norte, partido minoritário na coalizão de Berlusconi, Speroni disse que as "ideias de Breivik são em defesa da civilização ocidental".
Outros líderes do partido haviam rejeitado as propostas do autor do massacre, mas o ex-ministro falava em apoio a declarações de Mario Borghezio, outro integrante da Liga Norte.
"Com exceção da violência, algumas das ideias expressadas são boas. Algumas são ótimas", disse Borghezio, membro do Parlamento Europeu e admirador confesso do italiano Oriana Fallaci, jornalista que popularizou o termo "Eurábia" para falar de uma Europa, no futuro, islamizada.
As declarações de Borghezio geraram uma rápida condenação, inclusive de membros do partido de Berlusconi, mas não são privilégio da Itália. Na França, o partido de extrema-direita Frente Nacional expulsou um membro que defendeu as ideias de Breivik.
Em seu blog, Jacques Coutela descreveu Breivik como "um ícone", embora logo tenha apagado a mensagem e condenado o massacre. O político terá que comparecer diante de uma comissão do partido para se explicar.
O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, defendeu ontem que, em seu país, está dentro da lei que extremistas manifestem sua opinião. "O que não é legítimo é tentar implementar essas opiniões com violência", afirmou.
Premiê elogiado. Apesar das críticas à atuação da polícia, o primeiro-ministro norueguês vem sendo elogiado pela resposta ao atentado. Uma pesquisa publicada no jornal "Verdens Gang" indicou que 80% dos noruegueses acham que ele foi "extremamente bem".
Comissão. Stoltenberg anunciou ontem a criação da "Comissão 22 de Julho" que vai investigar a atuação da polícia e das demais forças de segurança nos ataques. A comissão será independente e foi aprovada por todos os partidos.
"Esta não será uma investigação conclusiva, temos muito respeito pela forma com que as autoridades e as diferentes agências controlaram as operações", disse ele. "Mas acreditamos que é importante rever tudo o que aconteceu para que possamos aprender o máximo possível dessas experiências", completou.
A bomba detonada na capital abriu um buraco no local de trabalho de Stoltenberg, que provisoriamente passará a despachar no Ministério da Defesa, localizado em outro bairro. As reuniões ministeriais serão em uma fortaleza medieval à beira-mar.
MALA SUSPEITA
Estação de trem é esvaziada
Oslo. A estação central de Oslo foi esvaziada e todos os serviços de trens e ônibus foram suspensos por três horas na madrugada de ontem depois da descoberta de uma maleta suspeita. No entanto, a polícia norueguesa informou que a pasta encontrada num ônibus não apresentava perigo.
Todas as viagens de trem e de ônibus foram canceladas e não foi permitida a entrada de ninguém na estação durante horas.
Duas células. A chefe do serviço interno de inteligência norueguês, Janne Kristiansen, disse à BBC que não há qualquer prova de que Anders Behring Breivik tenha ligações com grupos de extrema-direita no país ou no exterior.
Todas as viagens de trem e de ônibus foram canceladas e não foi permitida a entrada de ninguém na estação durante horas.
Duas células. A chefe do serviço interno de inteligência norueguês, Janne Kristiansen, disse à BBC que não há qualquer prova de que Anders Behring Breivik tenha ligações com grupos de extrema-direita no país ou no exterior.
Alerta. Agentes de segurança fazem guarda na estação ferroviária de Oslo que foi evacuada ontem
OLE-TOMMY PEDERSEN/AP
Janne afirmou, no entanto, que a Inteligência norueguesa continua investigando possíveis conexões de Breivik, que disse ter ajuda de "duas células". Ela também contestou a tese do advogado de Breivik, Geir Lippestad, para quem o norueguês de 32 anos é "louco".

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